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Seminário discute uso de plantas medicinais e fitoterápicas

02/12/2019 - Raquel Oliveira/ Governo do Tocantins

Com o objetivo de fortalecer a gestão da base produtiva em plantas medicinais e fitoterápicos, com foco na agricultura familiar, para apoio ao Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, foi realizado em Palmas, na última quinta e sexta-feira, 28 e 29, seminário que discutiu sobre técnicas de manejo, legislação, farmácia viva, criação e formalização de grupos de trabalho entre outros temas. Além de representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), também estiveram presentes representantes da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Aquicultura (Seagro), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), instituições de ensino superior entre outros parceiros.

A técnica da Secretaria da Agricultura Familiar do Mapa, Daniela Vasconcelos, destacou que o objetivo do programa, desenvolvido pelo Mapa e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), é que os participantes do seminário possam replicar todas as informações discutidas. “A informação está chegando aos agricultores, aos extrativistas e a sede de conhecimento é maior. Temos ainda parceiros importantes aqui no Tocantins, como a Conab e a Seagro, para nos ajudar a replicar as políticas públicas, políticas sociais, de acesso ao credito entre outras e que as mesmas cheguem de fato na ponta, no agricultor”, disse Daniela.

Também presente no seminário, o técnico do Mapa, Pedro Cattete, reforçou que é muito importante a organização dos agricultores com a criação e formalização de grupos de trabalho. Ele apresentou como case de sucesso a transformação de uma comunidade no Rio de Janeiro. “Por formar um grupo de trabalho, a comunidade passou a ter um grande êxito em suas atividades. É preciso então que fique claro que a formalização dos grupos de trabalhos de agricultores facilita o acesso ao crédito, a cursos de formação, participação em projetos e editais, treinamentos e etc”, disse.

Tocantins

O Tocantins possui um grande potencial no uso de plantas medicinais, isso, graças ao conhecimento popular dos antepassados que foram sendo repassados de geração em geração e a biodiversidade de plantas. A atividade já ganhou força, principalmente entre os agricultores familiares e conta com apoio de instituições de pesquisa e universidades.

Atualmente o Estado conta com quatro espécies de plantas medicinais selecionadas para aprofundamento de estudos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz): macaúba, hortelã, babosa e sucupira.

A engenheira agrônoma da Seagro  Francisca Marta Barbosa reforçou que os trabalhos desenvolvidos de pesquisa, produção, comercialização e qualidade aos produtos são para alavancar a agricultura familiar. “A troca de experiências contribuirão com a construção de uma visão de futuro para as cadeias de plantas medicinais e fitoterápicas” disse ela mencionando que são plantas que podem ser cultivadas no quintal de casa e que possuem valores medicinais importantes, como a hortelã que é bronquiodilatador, possui cálcio, ferro e é anti-inflamatória.