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Governo institui Programa de Fortalecimento da Cadeia Produtiva do Arroz

22/12/2017 - Lenna Borges / Governo do Tocantins

O Tocantins ocupa o terceiro lugar na produção de arroz do país, colhendo mais de 670 mil toneladas de arroz nesta safra 2016/2107. Para dar um suporte visando incrementar a produção, o Governo do Estado publicou o decreto que institui o Programa de Fortalecimento da Cadeia Produtiva do Arroz no Estado do Tocantins (Proato), vinculado à Secretaria do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro). O Decreto de número 5.754, de 8 de dezembro de 2017, foi publicado no Diário Oficial 5.012 de 15 de dezembro de 2017.

O Proato tem por finalidade promover o crescimento e o fortalecimento da cadeia produtiva do arroz, por meio da junção de esforços de instituições públicas e privadas ligadas ao setor orizícola.

O secretário da Agricultura, Clemente Barros explica que a criação do programa, ainda em 2016, é fomentar a cadeia produtiva da rizicultura tocantinense. “Para tanto criamos um grupo de trabalho de instituições parceiras no intuito de criar estratégias para fortalecer a produção do arroz de  sequeiro e irrigado no Tocantins”.

Dentre as ações já executadas pelo Proato em 2016 e 2017 constam, capacitações de produtores e técnicos, seminários e dias de campo, realizados nas regiões de potencial do arroz irrigado, como Formoso do Araguaia e Lagoa da Confusão.

Embrapa

Além dos órgãos estaduais como Instituto de Desenvolvimento Rural (Ruraltins) e Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) é uma das principais instituições parceiras, que desenvolveu, já dentro das ações do Proato, uma nova variedade de arroz, o BRS Catiana, adaptada ao clima e solo tocantinense, com alta produtividade, tolerância a doenças e de boa qualidade de grãos, apresentada durante a Feira de Tecnologia Agropecuária (Agrotins 2016).

De acordo com o pesquisador da Embrapa, Daniel Fragoso, a publicação do decreto é de grande importância considerando que a cultura do arroz é a segunda em termos econômicos e de produção, ficando atrás apenas da cultura da soja. “Ressalta-se ainda, a questão do Setor Industrial, que integra a Cadeia do Arroz, contando com mais de 30 indústrias que beneficiam o produto, que gera emprego e renda, agrega valor e gera divisas para o Tocantins por meio da comercialização do produto e subprodutos beneficiados para as regiões Centro-Norte e Nordeste”.

O pesquisador destaca ainda que o Decreto contém cláusulas, metas e diretrizes que preveem a organização como um todo da cadeia e a implementação de políticas abrangendo os principais gargalos da orizicultura, como pesquisa, capacitação técnica e transferência de tecnologias, infraestruturas, comercialização e mercado. “É um instrumento norteador do futuro desta importante cadeia, e embora algumas ações estão em andamento desde 2016, que estavam previstas no âmbito do Proato, com a assinatura do Decreto, este documento se torna oficialmente um instrumento de políticas públicas de Governo e que contém o reconhecimento e compromisso do Governo do Estado e das instituições direta ou indiretamente ligadas à cadeia produtiva do arroz para implementar as ações previstas e cumprir com os objetivos, as metas e finalidade do Programa”.

Metas

Para o diretor de Políticas Públicas para Agricultura e Agronegócios da Seagro, José Américo Vasconcelos, o objetivo principal do decreto é fortalecer a cadeia produtiva do arroz. “Vai proporcionar para os produtores a volta do investimento em arroz, principalmente através do Plano de Agricultura de Baixo Carbono (ABC) Integração Lavoura/Pecuária, fortalecendo assim o setor e com isso cumprir a meta estabelecida pelo Proato que é de Incremento de 60% na área plantada no Estado tendo como base a safra 2014/2015; aumento da produtividade em 50% no cultivo de arroz de terras altas e 20% nos cultivos irrigados e elevação da produção de arroz do estado de 585 Mil Toneladas em 2015 para 1.150 Mil Toneladas em 2020”, argumentou.

Segundo o Diretor, antes a cultura do arroz era uma cultura de alto risco para o produtor, hoje com os novos materiais (variedades de sementes) existe uma maior segurança. “Por isso muitos estão utilizando arroz para a recuperação das pastagens, conseguindo com isso pagar toda a recuperação com a produção do arroz. Enfim, o Proato vai aprimorar as condições da cultura no Tocantins, desde o produtor nato, que produz tanto nas áreas, irrigada e sequeiro, até o que utiliza apenas na integração ou na recuperação de pastagens”, completou José Américo.

Parceiros do Proato

São parceiros no programa: Seagro, Ruraltins, Adapec, Embrapa, Associação dos Produtores e Comerciantes de Sementes e Mudas da Lagoa da Confusão e Várzeas do Tocantins (Aprosel), Universidade do Tocantins (Unitins), Fundação de Amparo às Pesquisas do Tocantins (FAPT), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Sindicato dos Beneficiários de Arroz no Tocantins (Sindiato) e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

 

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